• monumento da boavista

O Monumento da Boavista

Escultura, Arquitetura e Espaço Urbano (1908-1952)

Lúcia Almeida-Matos

Fundação Instituto Arquitecto Marques da Silva (FIMS), 2012

O processo de concretização do monumento comemorativo da Guerra Peninsular do Porto, acompanhou a primeira metade do século XX da vida artística, social e política portuguesa, desde o momento do anúncio da decisão de o erigir, em 1908, até à sua inauguração, em 1952. Apesar de os longos processos de construção deste tipo de obra pública não constituírem uma situação rara, nenhum outro demorou tanto tempo. Estando as questões de natureza teórica e prática levantadas por essa circunstância na base deste estudo, uma dimensão muito particular lhe é acrescentada pela documentação eminentemente pessoal preservada no arquivo da Fundação Instituto Marques da Silva. Das cartas, cadernos de apontamentos, fotografias e desenhos trocados entre o jovem escultor Alves de Sousa, na época pensionista do Estado em Paris, e o arquiteto Marques da Silva, emerge o cenário complexo que contextualiza, com raro detalhe, o processo de conceção e construção do monumento. O presente estudo, da autoria de Lúcia Almeida Matos, identifica duas fases deste processo: a primeira, protagonizada pelos dois autores do projeto vencedor do concurso e a Comissão das Comemorações do Centenário da Guerra Peninsular, responsável pela gestão do projeto, e a segunda, após a morte do escultor Alves de Sousa e já com a Câmara Municipal do Porto como dono da obra, em que o arquiteto Marques da Silva desempenha papel decisivo na concretização do monumento que, no entanto, não chega a ver finalizado.

Ano de Edição:
2012

ISBN 13:
978-972-99852-9-4