Ciências Sociais

  • A Guerra Fria em Manuais de História Europeus

    Cristina Maia

    U.Porto Edições,2016

    A representação de nós e dos outros encontra-se muitas vezes associada à História que nos foi ensinada, em que o Manual Escolar tem um papel fulcral enquanto recurso de ensino-aprendizagem. Esta obra desenvolve um estudo comparativo do ensino da Guerra Fria em várias áreas da Europa - Europa Ocidental, Europa do Norte e Europa de Leste -, entre o período final da Guerra Fria, década de 1980, e o pós-Guerra Fria, década de 1990. Os objetos centrais deste estudo foram os Manuais Escolares de História de 17 países europeus e, sempre que foi possível, também os seus Programas Escolares. Trata-se de uma investigação pioneira em Portugal, sobretudo pela sua abrangência geográfica, diversidade política e linguística, e tratamento de um acervo documental inédito ou pouco conhecido em Portugal, sediado no Georg Eckert Institut (Alemanha). O estudo encontra os seus interesses no cruzamento entre a História da Educação e a Educação Histórica, elegendo a formação das competências históricas como a sua preocupação e averiguando o contributo do Manual Escolar na formação dos futuros cidadãos. No ponto de chegada desta viagem trazemos à luz o uso da História de forma bem diferenciada entre três regiões da Europa, geograficamente e politicamente diferentes. Podemos afirmar que a História, para além da sua vocação científica, também pode ter uma função terapêutica e até militante, este último aspeto constatado nas manipulações da história da Guerra Fria.

  • O Estado Novo e a Construção da sua Política Social

    Previdência e Assistência 1933-1945

    Pedro Teixeira Pereira

    U.Porto Edições,2015

    A presente obra nasceu da constatação, em 2004, de que a historiografia portuguesa patenteava um campo aberto de investigação que se debruçaria sobre a construção das políticas sociais em Portugal, seus vetores, suas condicionantes, seus atores e resultados. Neste contexto, aquando da realização da dissertação de Mestrado em História Contemporânea do autor, foi eleita esta temática como objeto de estudo, focalizando-se a análise nos primórdios do Estado Novo. O desafio e a pertinência deste estudo adquire maior dimensão quando se experiencia uma fase da evolução histórica, portuguesa e ocidental no seu todo, em que os modelos de proteção social e de enquadramento das populações vivenciam um período de redefinição. Os papéis do Estado e do Cidadão estão a alterar-se com o propósito de acomodar uma nova realidade social, demográfica e económica, que é evidente nestas primeiras décadas do século XXI. O aprofundamento e continuidade deste estudo, numa perspetiva comparada coma Espanha franquista, foram desenvolvidos pelo autor na sua tese de Doutoramento.

  • O Pano da Terra

    Produção têxtil em Portugal nos finais da Idade Média

    Joana Sequeira

    U.Porto Edições,2014

    Pano da Terra, expressão telúrica que vemos aparecer nos documentos medievais, era o nome que se dava ao tecido fabricado localmente, distinto daqueles que vinham de fora. Na presente obra, vamos ao encontro das raízes dessa produção local, procurando combater a ideia feita de um reino que dependia totalmente dos panos estrangeiros para se vestir. Linho, lã e seda eram as principais fibras produzidas em Portugal e transformadas pelas mãos de artesãos mouros, judeus e cristãos. Um domínio técnico sedimentado ao longo de séculos permitiu que as diferentes regiões do país fossem capazes de criar tecidos com marca de origem, que conquistaram um lugar próprio no mercado. Alguns desses panos cruzaram as fronteiras, alimentando o comércio português com a Europa e com África. A crescente projeção que os produtos têxteis nacionais alcançaram no mercado externo mostra que esta indústria abandonava lentamente a sua condição de isolada e periférica, ao mesmo tempo que se constituía como um pilar fundamental da economia do reino.

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  • Construção da Sociologia

    Razão, Emoções e Pragmatismo

    António Joaquim Esteves

    U.Porto Edições,2014

    Se há um princípio unificador dos textos aqui publicados, esse tem a ver com a recusa da hegemonia excludente que o racionalismo, em certos momentos, reclamou para si, mesmo que sob pretexto de se afirmar como expressão fundamental da modernidade. Nos diversos campos da sociologia – macro ou micro, em Durkheim e em Simmel; da moral, em Westermarck; ou da educação, em António Sérgio – não faltam razões a estes autores para recusar à Razão o poder de descrever, explicar e orientar as diversas práticas sociais. Por mais que a vida social seja complexa e resistente à abstração, os caminhos da construção sociológica não podem abdicar de acompanhar em paralelo, sem garantias de cruzamento ou coincidência, os percursos da razão, da emoção e da prática.

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  • Percursos da internacionalização na Universidade do Porto

    Uma visão centenária

    Pedro Teixeira (coord.)

    U.Porto Edições,2014

    Pedro Teixeira reúne neste livro um amplo conjunto de textos em torno da relevância da internacionalização na U.Porto. O tema é articulado num leque de perspetivas no qual se cruzam a origem e a história da internacionalização da U.Porto, a contextualização europeia e internacional e as estratégias institucionais que modelaram a sua concretização. Nesta obra plural é ainda avaliado o impacto da internacionalização, nomeadamente nas atividades de ensino e investigação, dando atenção às diferenças que o processo assume nas diversas áreas disciplinares. Da sua leitura ressalta uma visão de longo prazo da internacionalização da U.Porto.

    Os autores
    Alberto Amaral (A3ES e CIPES); Amélia Veiga (A3ES e CIPES); António M. Magalhães (FPCEUP e CIPES); Aurora Teixeira (FEP, CEF.UP e OBGEFE); Francisco Miguel Araújo (CITCEM-FLUP); Guy Neave (CIPES); Lúcia Almeida Matos (FBAUP e IHA - FCSH - U. Nova de Lisboa); Luís Alberto Marques Alves (FLUP e CITCEM-FLUP); Maria João Rosa (DEGEI - U. Aveiro e CIPES); Pedro N. Teixeira (FEP e CIPES); Sebastião Feyo de Azevedo (FEUP).

  • As “Contas Longas” de vidro como elemento de identidade dos africanos no passado histórico e cultural de Lisboa

    De meados do século XV ao Terramoto de 1755

    Maria da Conceição Rodrigues

    U.Porto Edições,2014

    Apresenta o resultado do estudo efetuado em laboratório tendo por base um conjunto de contas “longas de vidro”, provenientes de intervenções arqueológicas havidas nos vestígios de núcleos urbanos destruídos aquando do terramoto de 1755, em Lisboa.
    Estas intervenções arqueológicas efectuadas por equipas de Arqueólogos do grupo de museus da Câmara Municipal de Lisboa documentam e revelam o interesse que o subsolo da Lisboa antiga, dita “Pré-Pombalina”, tem vindo a despertar para salvaguarda e valorização da informação histórica que a cidade de Lisboa encerra.
    A presença deste tipo de exemplares revela que os africanos trazidos como escravos, nomeadamente da costa Ocidental da África, desde meados do século XV até ao Alvará Régio de Setembro de 1761, as usariam como elemento identitário.
    Com este estudo procura-se, entre outros aspectos, enquadrar este conjunto de contas nas vivências sociais e culturais de Lisboa, de meados do século XV até ao terramoto de 1755, tendo em atenção os locais de recolha, a par dos dados arqueohistóricos que foi possível definir, adaptando a cronologia dos acontecimentos que possibilitaram também estabelecer algumas das prováveis causas da sua presença na Lisboa renascentista até meados do século XVIII.

  • As Pontes do Porto

    Maria Augusta Azeredo

    Manuel de Azeredo

    FEUP Edições,2013

    As pontes, sendo um dos tipos de obras mais representativos da Engenharia Civil, são, ao mesmo tempo, elementos que marcam a história e a vida das cidades e dos seus habitantes. Para os cidadãos, e para além do uso que lhes dão, apresentam-se como obras de arte, motivo de contemplação, tema para criações e sonhos. Acompanham o desenvolvimento das cidades, ao mesmo tempo que as impulsionam, as marcam no tempo, afirmando-se como seus símbolos emblemáticos. Do ponto de vista da engenharia, associam-se a momentos de inovação científica e avanços tecnológicos, impondo desafios crescentes do ponto de vista da sua grandeza mas também da sua simplicidade. Esta tripla perspetiva, da engenharia civil, da história e das pessoas, atraiu o entusiasmo de Manuel Azeredo que se dedicou ao seu estudo investigando, interpretando e ligando estes diferentes pontos de vista. Acrescentou, ainda, a sua perspetiva de professor, uma das suas paixões maiores, depurando a análise até à sua apresentação nos seus aspetos essenciais, forma de se poder abarcar a complexidade do tema, a que ligou a preocupação com o cuidado do texto, os aspetos gráficos e as novas tecnologias. Este trabalho completa-se com a contribuição da Maria Augusta, que lhe acrescentou uma componente histórica, literária e poética que reforça o casamento que perpassa por esta obra.

  • A. J. Ferreira da Silva

    Nos Caminhos da Química

    Jorge Fernandes Alves

    Rita C. Alves

    U.Porto Edições,2013

    Obra biográfica de António Joaquim Ferreira da Silva (28.7.1853 — 23.8.1923), editada no âmbito das comemorações do Centenário da U.Porto.
    A. J. Ferreira da Silva tornou-se, nos tempos de transição dos séculos XIX-XX, um químico reputado, com reco¬nhecimento internacional. Bacharel em Filosofia Natural pela Universidade de Coimbra, professor na Academia Politécnica do Porto (em 1911, transformada em Faculdade de Ciências da Universidade do Porto), fundador e diretor do Laboratório Químico Municipal do Porto (1884-1907), Ferreira da Silva instalou no Porto a química laboratorial. Dessa forma, contribuiu para consolidar a vertente aplicada desta ciência, tornando¬-a popular junto do grande público, nomeadamente através de prestação de serviços laboratoriais especializados e formulação de algumas propostas ino¬vadoras com repercussão internacional. Destacou-se também no campo didático, através da edição de manuais de química que ensinaram gerações e de múltiplos artigos científicos.

  • A Coleção de Vasos Gregos da Universidade do Porto

    Maria Helena Rocha Pereira

    U.Porto Edições,2013

    Catálogo da exposição permanente da Coleção de Vasos Gregos do Museu de História Natural da Universidade do Porto - um conjunto de doze vasos oriundos da Grécia Antiga (séculos IV, V e VI A.C), de formas diversas e representativos dos principais estilos decorativos -, patente no edifício da Reitoria. Reconstituem-se aqui os acontecimentos que permitiram a guarda dos doze vasos gregos pela U.Porto e faz-se a contextualização histórica das peças, bem como a sua descrição minuciosa. Percebe-se assim a valia patrimonial dos vasos e adquire-se uma noção mais clara do impacto da cultura helénica no desenvolvimento da humanidade.

  • A Real Escola e a Escola Médico-Cirúrgica do Porto

    Contributo para a História da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

    Amélia Ricon Ferraz

    U.Porto Edições,2013

    Amélia Ferraz apresenta neste livro um relato histórico dos primórdios do estudo médico-cirúrgico no Porto, permitindo conhecer melhor a história da Real Escola e da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, as duas Escolas que antecederam a atual Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. A obra é enriquecida com uma seleção de imagens de instrumentos anatómicos, cirúrgicos, laboratoriais e de diagnóstico médico, material académico e objetos pessoais de professores e estudantes, que testemunham o progresso científico, tecnológico e técnico nas duas escolas do Porto e integram, na sua maioria, o espólio do Museu de História da Medicina Maximiano Lemos da FMUP, cuja organização é da responsabilidade da autora.

  • O Milagre da Quinta Amarela

    História da Primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1919-1931)

    Pedro Baptista

    U.Porto Edições,2012

    Nesta obra, Pedro Baptista promove a compreensão do processo de fundação da Primeira Faculdade de Letras, traçando igualmente os perfis biográficos de alguns dos seus alunos e professores mais ilustres. Simultanemente, a obra possibilita um melhor entendimento do complexo contexto político e social das primeiras décadas do século XX português.

  • Alberto Amaral

    Um cientista entre a Academia e a Ágora

    Pedro Teixeira

    Guy Neave

    U.Porto Edições,2012

    Este volume pretende celebrar a jubilação de Alberto Amaral, figura marcante da vida da Universidade do Porto e do ensino superior português ao longo das últimas décadas, compilando, em português, uma seleção de alguns dos principais textos que Alberto Amaral escreveu ao longo dos últimos 15 anos sobre diversos aspetos que têm marcado o debate académico e político sobre o ensino superior.
    Alberto Amaral foi reitor da Universidade do Porto ao longo de três mandatos (1985-1998), e interessou-se pela reflexão acerca do ensino superior e suas transformações políticas, interesse que culminou a criação do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES), centro de referência na produção de conhecimento acerca das políticas do ensino superior. Atualmente é responsável pela Agência Nacional de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior.

    Este livro é testemunho e reconhecimento desse intenso e proveitoso labor, ao reunir em português uma seleção de alguns dos principais textos que Alberto Amaral escreveu ao longo dos últimos 15 anos sobre diversos aspetos que têm marcado o debate académico e político sobre o ensino superior.

  • A Universidade na República. A República na Universidade

    A UP e a I República (1910-1926)

    Jorge Fernandes Alves

    U.Porto Edições,2012

    Jorge Fernandes Alves relata neste livro a evolução do movimento republicano e o modo como este se cruza, após a proclamação da república, com a Universidade do Porto, impulsionando e influenciando a sua fundação e evolução.

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  • Os Outros

    A Casa Pia de Lisboa como espaço de inclusão da diferença

    Cláudia Pinto Ribeiro

    U.Porto Edições,2011

    O imaginário casapiano dos princípios do século XX transporta-nos para a grandeza dos claustros dos Jerónimos, albergue de cerca de um milhar de crianças que, pela sua condição precária, encontram no imenso edifício cama, sustento e educação. A secular instituição afigura-se, portanto, como o garante do governo de uma população recrutada nas fileiras da miséria, assegurando que doravante não mais recorra à mendicidade para preencher o correr dos dias. Resíduos da sociedade, estes elementos eram recolhidos pela Casa Pia de Lisboa, transformados, aperfeiçoados e lançados novamente na sociedade que os segregara.

    Contudo, ainda há os outros… Os anormais que deambulavam por Belém, sem se acostumarem às rotinas estabelecidas, deviam ser apartados, afastados das classes normais para não prejudicar a ordem da Casa. São corpos estranhos, resíduos que encravam a engrenagem. Por isso, para conhecer os espaços criados para recolher os anormais é necessário que embarque connosco. A visita estende-se, portanto, aos dispositivos de normalização criados na dependência da Casa Pia para receber todos aqueles que, pela sua anormalidade física ou mental, se desviavam da vulgaridade e que, por esse motivo, careciam de uma educação mais adequada às suas dificuldades de aprendizagem. Seria, sobretudo, um ensino especial para crianças especiais, uma escola à medida da anormalidade do outro.

  • História da Universidade do Porto

    Cândido dos Santos

    U.Porto Edições,2011

    No âmbito das Comemorações do Centenário, a U.Porto organizou uma série de edições especiais de livros versando diferentes aspectos da vida da instituição. Desta forma pretendeu-se evocar factos e acontecimentos, ideias e realizações, pessoas e meios, vontades e decisões que contribuíram para que a U.Porto seja hoje uma universidade de referência. “A História da Universidade do Porto”, da autoria do Prof. Cândido dos Santos, é uma edição revista e aumentada da obra publicada com o mesmo título, em 1996, pela Reitoria da U.Porto, com a particularidade de agora surgir em versão paperback.

  • O Consumo para os outros

    os presentes como linguagem de sociabilidade

    Alice Duarte

    Universidade do Porto,2011

    Neste livro Alice Duarte aborda o consumo para os outros na forma de presentes, demonstrando o papel instrumental das mercadorias em termos da sua capacidade para corporizar fluxos de sociabilidade. O objectivo é dar conta da participação dos bens de consumo no estabelecimento e manutenção das relações interpessoais dos actores sociais.

  • Factores, Representações e Práticas Institucionais de Promoção do Sucesso Escolar no Ensino Superior

    Hernâni Veloso Neto (coord.)

    António Firmino da Costa (coord.)

    João Teixeira Lopes (coord.)

    U.Porto Edições,2010

    A obra expõe os resultados subjacentes ao nível de análise institucional-organizacional do projecto de investigação "Os Estudantes e os seus Trajectos no Ensino Superior: sucesso e insucesso, factores e processos, promoção de boas práticas", coordenado por António Firmino da Costa e João Teixeira Lopes. Analisam-se as instituições de ensino superior, a sua missão, os seus objectivos e funcionamento mas também o ponto de vista dos diversos actores (responsáveis dos órgãos de gestão; alunos; docentes e responsáveis das estruturas de apoio). Constata-se, então, que o (in)sucesso é moldado num complexo puzzle onde se articulam uma pluralidade de variáveis, ao invés de uma certa visão de redução da complexidade patente nos indicadores estatísticos.

    Este livro apresenta, assim, uma inventariação de boas práticas de combate ao insucesso escolar no ensino superior dentro do paradigma de Bolonha, fornecendo pistas quanto ao que se pode fazer neste domínio.

  • GRANDES PROBLEMÁTICAS DO ESPAÇO EUROPEU

    Nicole Devy Vareta Org.

    Faculdade de Letras da U. Porto (FLUP),2010

    Quando se fala no território do Noroeste Peninsular, aqui entendido enquanto Euroregião constituída pela Comunidade Autónoma da Galiza e pelo Norte de Portugal (NUT II), alude-se, recorrentemente, a um forte traço definidor que substantivamente se expressa numa dupla periferia. É que, a somar à sua posição excêntrica no território europeu, claramente finisterra, evidencia-se também – e com toda a razão de ser – uma segunda periferia, agora em relação às metrópoles ibéricas de maior peso demográfico e gr4au de internacionalização da sua base económica. Uma recentragem das estratégias de desenvolvimento torna-se então necessária São estes alguns dos aspectos discutidos neste livro por Román Rodrigues González, Nicole Devy-Vareta, José Antonio Aldrey Vázquez, Helena Pina, Xosé A. Arnesto López, Miguel Pazos Otón e Hélder Marques.

  • O Cerco do Porto em 1832 para 1833

    Por um portuense

    U.Porto Edições,2010

    «O Cerco do Porto em 1832 para 1833 – por um portuense» é uma reprodução em fac-simile daquela que será a primeira obra escrita em língua portuguesa sobre um dos mais importantes episódios da Guerra Civil que opôs liberais e realistas. Foi escrita por um anónimo partidário de D. Pedro IV que nos leva a reviver o período das desajeitadas tentativas liberais de retomar a terra continental, das amarguras, dos desentendimentos e do sofrimento de um povo preso na sua própria cidade.
    Para o leitor conhecedor do Porto, os locais familiares aparecem, aqui, investidos num diferente papel: redutos, fortins, baterias e paliçadas eriçavam uma cidade que teimosamente resistia aos bombardeamentos e às tentativas de rompimento das defesas pelas muito superiores forças miguelistas, todavia incapazes de partir a carapaça do exército – nacional e de fortuna – que a protegia.

    Prefácio de Francisco Ribeiro da Silva

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  • Portvgalia, Volume 29/30

    2008/2009

    Faculdade de Letras da U. Porto (FLUP),2010

    Volume duplo da revista PORTVGALIA, encerrando artigos de Pré-História (Arte Megalítica do Noroeste, Arte Rupestre transmontana de Alijó, Sítio pré-histórico de Castanheiro do Vento, Tranchets da Idade do Bronze), de Proto-História (balneário castrejo do castro de Eiras), de Época Romana (cerâmica branca de Monte Mozinho), da Idade Média (triente de Égica aparecido em Chaves, conjunto de esporas medievais de Vilar de Frades, povoamento medieval entre Miranda do Douro e o Sabugal) e de Época Moderna e Contemporânea (actividade cesteira em Penafiel)."

  • Actualizações em Foucault

    aplicações da noção de dispositivo ao VIH/SIDA

    Maria Manuela Carvalho (org.)

    Faculdade de Letras da U. Porto (FLUP),2010

    Faz-se nesta obra uma análise dos discursos sobre a SIDA a partir do pensamento do filósofo francês Michel Foucault e em particular a partir da noção de ‘dispositivo’. O objectivo é compreender, com este foco, relações entre o poder, o saber e a subjectividade na sociedade contemporânea.

  • Eleições e Sistemas eleitorais

    Perspectivas históricas e políticas

    U.Porto Edições,2009

    Este livro inclui um conjunto diversificado de perspectivas históricas e políticas enquadráveis no estudo científico dos sistemas eleitorais. Trata-se de contributos esclarecedores de algumas etapas do longo e lento processo de construção da participação eleitoral enquanto pilar da democracia, estudos que incidem em actos eleitorais locais, nacionais e europeus. São, ainda, abordados problemas actuais e candentes da democracia, tais como a indecisão eleitoral ou o voto estratégico.

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    Press Release

  • O Poder Médico no Estado Novo (1945-1974)

    Rui Costa

    U.Porto Edições,2009

    Quem quiser conhecer e falar sobre a saúde em Portugal tem obrigatoriamente que ler este livro. É um livro absolutamente essencial! (Paulo Mendo)

    Este é um trabalho feito com minúcia, com rigor, com todas as responsabilidades da investigação científica. Tem um carácter de seriedade universitária. Todos os factos são justificados. (Paulo Mendo)

    Situada na área da História da Saúde, a presente obra é um contributo para a compreensão das relações entre os médicos e o poder político no contexto do Estado Novo. Assumindo-se como uma digressão histórica pela emergência e construção de uma das componentes estruturais do sistema de saúde em Portugal, a saber, o poder médico, é ainda possível apreciar a emergência das transformações a partir das quais se verifica o processo de estruturação e consolidação da profissão médica em Portugal.
    O presente livro funciona também como um guião para o enquadramento histórico, social e político desse processo, o qual culmina na fase marcelista, com a reorganização hospitalar e a criação da carreira pública para os médicos, a par de outras alterações conducentes a um sistema de saúde que começava a ganhar forma.

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  • Experiências de Consumo

    Estudos de caso no interior da Classe Média

    Alice Duarte

    U.Porto Edições,2009

    Localizada na área da Antropologia do Consumo, a presente obra visa contribuir para uma compreensão abrangente dos fundamentos familiares e pessoais da procura do consumo, elucidando sobre a sua utilização enquanto meio de expressão e comunicação de identidades familiares e pessoais. O processo de consumo é aqui analisado enquanto prática cultural capaz de transmutar as mercadorias produzidas em massa em bens singulares detentores de propriedades significativas particulares. Concretizando um dispositivo metodológico qualitativo que articulou entrevistas em profundidade e etnografia, a investigação concretizou-se sobre um universo de estudo composto por 24 famílias, pertencentes às “novas classes médias” e residentes na cidade do Porto e áreas adjacentes num raio de 50 quilómetros.

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  • Importância Arqueohistórica da Gruta de Riane

    Província de Nampula - Moçambique

    Maria da Conceição Rodrigues

    Editora UP,2008

    Apresenta os resultados de um estudo efectuado em gabinete tendo por base os diferentes testemunhos arqueológicos fornecidos pela intervenção na gruta de Riane, localizada no Norte de Moçambique, Nampula, em 1946, durante a 4ª. Campanha da Missão Antropológica de Moçambique (MAM), da antiga Junta de Investigações do Ultramar (JIU), chefiada pelo Prof. Santos Júnior. O arqueossítio em estudo terá sido utilizado por grupos de caçadores-recolectores desde os finais da Middle Stone Age (MSA). O estudo procura, entre outros aspectos, evidenciar as influências que cercam cada comunidade num espaço restrito, a par das tradições e cultura.

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  • Implantação da cidade portuguesa no Norte de África

    Da tomada de Ceuta a meados do século XVI

    Jorge Correia

    FAUP Publicações,2008

    “Nas cidades conquistadas pelos portugueses no Norte de África imperou uma atitude pragmática orientada para a sustentabilidade de praças de guerra isoladas em território hostil. Operaram-se significativas reduções de perímetro e superfície das áreas ocupadas, num processo que se vulgarizou como atalho. Decorrente de um espírito profundamente racional, esta técnica provocou um exame radical das cidades apropriadas, regularizando-as geometricamente, aproximando-as do canal marítimo, reequacionando a sua disposição interior e, por conseguinte, demarcando o estrato português até ao presente, no panorama das actuais cidades marroquinas. (…), permitiu o resgate das várias fases de sedimentação de uma estratégia de implantação por conquista.”

  • Vinho, Gastronomia e Saúde

    C. Hipólito-Reis

    Editora UP,2008

    Em Vinho, Gastronomia e Saúde C. Hipólito-Reis analisa as inter-relações do vinho, da gastronomia e da saúde, encarando-as como um conjunto sistémico de complementaridades. Segundo o autor, a descoberta de que a saúde e a qualidade de vida dependem em forte medida da alimentação, a revelação da excelência da dieta mediterrânica, na qual o vinho desempenha o seu papel, e as evidências antropológicas da gastronomia em geral, abriram novas perspectivas nesta área do saber que o autor explora nesta obra.

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    Entrevista revista Actualidad_1.02.2010

  • O Livro de Francisco Rodrigues. O Primeiro Atlas do Mundo Moderno.

    José Manuel Garcia

    Editora UP,2008

    Trata-se do primeiro Atlas da História Moderna relativo ao sudeste asiático, datado de 1511-1515, da autoria de Francisco Rodrigues e conhecido como "O Livro de Francisco Rodrigues". A obra está composta por uma introdução ao trabalho de Francisco Rodrigues, enquadrando-o do ponto de vista histórico e explicando o significado das imagens e a localização actual das ilhas do sudeste asiático. Segue-se o fac-simile integral da obra conservada na Biblioteca da Assembleia Nacional Francesa.

  • Empresas, identidades e processos de identificação

    Luisa Veloso

    Editora UP,2007

    Esta obra debruça-se sobre a problemática das identidades no contexto social do trabalho, uma das temáticas constitutivas da dissertação de doutoramento da autora. Reflecte-se teoricamente sobre a problemática das identidades na esfera das Ciências Sociais, equacionando-se, alternativamente, os processos de identificação. Apresenta-se uma síntese da análise empírica dos processos de identificação que incidiu numa empresa destacada do sector electromecânico da Região Norte.

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