Filosofia

  • Uma Coisa Chamada Hermenêutica

    Ricardo Namora

    U.Porto Edições, 2018

    À superfície, o termo hermenêutica é relativamente fácil de usar, uma vez que denota de modo transparente capacidades gerais da espécie humana como as de interpretar, explicar ou traduzir expressões de sentido. No entanto, o facto de o seu modo de funcionamento ser dúplice (ele inclui tanto operações gerais quanto exercícios singulares), arrasta essa consideração de senso comum para um terreno altamente problemático - mas, e por isso mesmo, fascinante e exigente. Este ensaio aspira, assim, a radiografar, historicamente, esse estado latente de ambivalência entre preceitos gerais e manifestações particulares, com especial atenção ao modo como a história da hermenêutica (desde Hermes a Santo Agostinho, passando pelos Românticos alemães e pelos grandes pensadores do século XIX como Chladenius, Ast, Wolf e, sobretudo, Schleiermacher) supôs uma refração do campo até se chegar ao conceito estrito de "hermenêutica literária" dos diversos formalismos do século XX.

  • A "Renascença Portuguesa"

    Pensamento, Memória e Criação

    Celeste Natário

    António Braz Teixeira

    Jorge Teixeira da Cunha

    José Carlos Seabra Pereira

    Manuel Cândido Pimentel

    Manuel Gama

    Renato Epifânio

    U.Porto Edições, 2017

    Estamos perante um conjunto extremamente interessante e valioso de reflexões que abre horizontes sobre as influências exercidas por algo que se tornou um verdadeiro movimento cultural, cujo alcance e significado não pode reduzir-se a um campo fechado e exclusivo. Falar da “Renascença Portuguesa” é considerar um impulso fundamental na vida cultural do século XX, indispensável para a compreensão dos diversos caminhos que foram abertos e seguidos pelos intelectuais mais significativos da contemporaneidade. Um ponto de encontro fundamental constitui denominador comum entre os participantes na “Renascença” que o da defesa do audacioso desígnio: “viabilizar uma democracia lusitana” de que se esperaria surgisse o “homem novo” e o “homem livre”. A verdade é que o tempo veio a revelar que tal objetivo mobilizador tornar-se-ia muito mais perene e influente do que poderia parecer à primeira vista – começando pelo sentido poético de Teixeira de Pascoaes, passando pela lucidez política e social de Proença, Cortesão e Sérgio (depois reunidos na “Seara Nova”) e finando na linha modernizadora de Pessoa e de tudo o que Orpheu representará. (Guilherme d’Oliveira Martins)

  • Freud, Jung, Lacan:

    sobre o inconsciente

    Luís M. Augusto

    U.Porto Edições, 2013

    Freud, Jung, Lacan: Sobre o Inconsciente debruça-se de um modo exaustivo, ainda que a um nível introdutório, sobre as teorias fundamentais do inconsciente da autoria dos três teóricos da psicanálise mais importantes até aos nossos dias. O texto divide-se em três grandes capítulos dedicados ao aspeto principal de cada uma destas teorias. No caso de Freud, aborda-se a sua teoria do inconsciente de um ponto de vista genético e do desenvolvimento das duas tópicas de modo a explicar porque é que formam uma teoria única. O inconsciente coletivo é o fil rouge que une o capítulo dedicado a Jung, autor de um surpreendente e quase proibitivo enciclopedismo. Em relação a Lacan, debruçamo-nos sobre a sua complexa teoria do inconsciente estruturado como uma linguagem, uma conceção que continua a funcionar como um maná inesgotável para a compreensão de aspetos culturais e científicos de relevo no pensamento contemporâneo. O texto permite pelo menos dois níveis de análise, um nível mais referencial no texto principal, com as abundantes notas de rodapé a facultar um nível mais crítico.

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  • As Relações de Poder na Idade Média Tardia.

    Marsílio de Pádua, Álvaro Pais e Guilherme Ockham

    José António de C.R. de Souza

    Faculdade de Letras da U. Porto (FLUP), 2010

    Apresentação e discussão do percurso biográfico e do pensamento político de três autores do século XIV, sobre o poder espiritual, depois sobre o poder temporal e imperial. Discutem-se em particular as respectivas teorias sobre a origem e finalidades do poder na esfera política e na esfera espiritual, uma das questões centrais para a formação do pensamento político moderno, em torno das concepções de separação e autonomia dos poderes. José António de Camargo Rodrigues de Souza é docente aposentado da Universidade Federal de Goiás, Brasil e investigador colaborador do Instituto de Filosofia.

  • Compreender a Mente e o Conhecimento

    Sofia Miguens (org.)

    Faculdade de Letras da U. Porto (FLUP), 2010

    Parte da intenção da obra é apoiar uma iniciação à Epistemologia, nas relações desta com a Filosofia da Mente. Através dos artigos reunidos põe-se em evidência a comunicação existente entre os temas de autores contemporâneos como Chomsky, Dennett e Damásio e os temas de autores clássicos como Descartes, Hume e Kant.

  • A Dimensão Intencional

    Maria Luísa Couto Soares (org.)

    Faculdade de Letras da U. Porto (FLUP), 2010

    A partir de filósofos como Brentano, Frege, Wittgenstein e outros analisa-se o tema da intencionalidade. O objectivo é retroceder às teorias dos inícios do século XX para compreender a importância fulcral desta noção na Filosofia da Mente contemporânea.