Literatura

  • Paráfrase e Concordância de Algumas Profecias de Bandarra, Sapateiro de Trancoso

    João Carlos Gonçalves Serafim

    U.Porto Edições, 2018

    É nesta Paráfrase que, pela primeira vez, se faz uma edição ad hoc de trovas atribuídas ao famigerado sapateiro beirão. O processo inquisitorial em que se sentenciara o silêncio do poeta e a censura dos versos ocorrera já há 62 anos (1541). As trovas escolhidas e comentadas e as notícias, tantas vezes mitificadas, sobre o autor e o texto – as cópias profusas, as leituras generalizadas, os exemplares divergentes, as deturpações, os acrescentos, as manipulações... – fazem com que estejamos perante uma obra fundamental para o estudo do fenómeno bandárrico. João Carlos Serafim, no estudo introdutório, servindo-se de um conhecimento sólido sobre a vida e a obra de D. João Castro, aclara, por um lado, a relação destes textos com aquilo que se pode saber do enigmático prototexto e, por outro, a congeminência e as motivações que levaram a esta outra apropriação das trovas, – em Paris, no final de 1603, na “clandestinidade”... – ao serviço de um sebastianismo latente, ortodoxo, antifilipino com que o autor estava comprometido e que, por estes anos, centrava as suas expectativas no pretenso rei D. Sebastião, aparecido em Veneza no verão de 1598, a sofrer, então, as agruras da previdente justiça espanhola.

  • Diálogos

    Aurelio Vargas Díaz-Toledo

    U.Porto Edições, 2017

    Estudo e edição crítica dos três Diálogos escritos por Francisco de Moraes, mais conhecido por ter sido o autor do Palmeirim de Inglaterra (ca. 1544), a melhor novela de cavalarias do século XVI. O Diálogo entre um fidalgo e um escudeiro, o Diálogo entre um cavaleiro e um doutor, e, por último, o Diálogo em estilo jocoso entre uma regateira e um moço da estribeira, são dados à luz numa publicação que, pela primeira vez, tem em conta tanto a tradição manuscrita como a impressa. Aurelio Díaz-Toledo apresenta, para além de uma contextualização de cada um dos textos e da sua problemática, uma série de apêndices que ajuda o leitor a ter uma melhor compreensão daqueles, tais como um Glossário, uma Listagem de alusões históricas e uma Bibliografia atualizada.

  • A Instituição da Literatura

    Horizonte Teórico e Filosófico da Cultura Literária no Limiar da Modernidade

    Jorge Bastos da Silva

    U.Porto Edições, 2010

    O presente estudo aborda as condições conceptuais de emergência do moderno discurso de legitimação da literatura enquanto campo cultural e institucional com prerrogativas de relativa autonomia. Debruçando-se sobre o caso inglês, que toma por pioneiro e exemplar, a obra examina o desenvolvimento de uma defesa da cultura literária que supõe o seu alto valor humano e que, desse modo, autoriza a apologia da experiência estética como componente formativa e vivencial indispensável ao indivíduo de qualidade superior.

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  • Retórica e Teatro

    A Palavra em acção

    Belmiro Fernandes Pereira (org.)

    Marta Várzeas (org.)

    U.Porto Edições, 2010

    Reunindo colaborações de especialistas nacionais e estrangeiros, a presente obra relaciona retórica e teatro, procurando pôr em relevo as afinidades que fizeram destas artes, a partir de Aristóteles, um poderoso instrumento de reflexão sobre a comunicação humana e a criação literária. O volume está dividido em duas partes, de acordo com um critério cronológico: a primeira é dedicada à Antiguidade Greco-Latina, a segunda abarca o período que vai do Renascimento ao séc. XX. Em ambas, o tratamento de textos retóricos e metateatrais, bem como a análise e interpretação de monumentos muito significativos do nosso património literário desenvolvem-se numa perspectiva centrada na performance comunicacional e pretendem contribuir para o progresso desta área do conhecimento.

    Inclui CD-ROM com peças musicais de compositores portugueses dos sécs. XVI e XVII, interpretadas pelo grupo vocal Ançã-ble.

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  • A Textualização da Viagem:

    relato vs. narração. Uma abordagem enunciativa

    Ana Martins

    U.Porto Edições, 2010

    Esta obra descreve a organização de textos de viagem, tomando a teorização sobre o tempo e aspecto como instrumento-chave na análise textual. Aqui se apura a distinção entre narrativa de viagem, que configura a realidade, num universo temporal autónomo face ao momento da enunciação, pelo encadeamento consequente de acções transicionais até uma culminação; e relato de viagem, que projecta uma sequencialidade não consecutiva de eventos, ligada ao momento da enunciação, em que o ver e o dizer são cumulativos.

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  • Symbolon 2

    Inveja e Emulação

    Faculdade de Letras da U. Porto (FLUP), 2010

    Prossegue com o presente volume uma série de estudos sobre as emoções na literatura greco-latina, matéria que deu origem a ideias ético-retóricas sempre actuantes na cultura ocidental. Symbolon pretende ser um sinal de reconhecimento, de partilha de saberes, espaço de encontro do moderno com o antigo. Depois de amor e amizade, propomos agora como tema inveja e emulação. Outros volumes se seguirão sobre paz e concórdia, medo e esperança, honra e vergonha, ira e indignação, piedade e compaixão.

  • Symbolon 1

    Amor e Amizade

    Belmiro Fernandes Pereira org.

    Jorge Deserto org.

    Faculdade de Letras da U. Porto (FLUP), 2010

    Inaugura-se com a presente publicação uma série de estudos sobre as emoções na literatura Greco-Latina, matéria que deu origem a ideias ético-retóricas sempre actuantes na cultura ocidental. Symbolon pretende ser sinal de reconhecimento, partilha de saberes, espaço de encontro do moderno com o antigo. A este volume dedicado ao tema Amor e Amizade nas literaturas clássicas outros se seguirão sobre: Inveja e Emulação, Paz e Concórdia, Medo e Esperança, Honra e Vergonha, Ira e Indignação, Piedade e Compaixão