Arquitectura e Urbanismo

  • O ESTUDO DA FORMA URBANA EM PORTUGAL

    Vítor Manuel Araújo de Oliveira (Coord.)

    Teresa Marat-Mendes (Coord.)

    Paulo Pinho (Coord.)

    U.Porto Edições, 2015

    Este é um livro sobre o estudo da forma urbana em Portugal. A primeira parte da obra constitui uma análise genérica do campo de conhecimento da morfologia urbana e coloca em evidência as três perspetivas disciplinares mais relevantes no contexto português: histórica, geográfica e arquitetónica. A segunda parte centra-se num conjunto de abordagens morfológicas específicas, incluindo a análise sintática, os autómatos celulares e a modelação baseada nos agentes. Por fim, a terceira parte do livro explora as relações entre a análise morfológica e o desenho da cidade contemporânea.

  • A evolução das formas urbanas de Lisboa e do Porto nos séculos XIX e XX

    Vítor Manuel Araújo de Oliveira

    U.Porto Edições, 2013

    Este livro analisa a evolução das formas urbanas de Lisboa e do Porto ao longo dos séculos XIX e XX. A primeira parte fornece um enquadramento teórico e metodológico da morfologia urbana, identificando as origens, desenvolvimento e características fundamentais das abordagens dominantes nesta área do conhecimento. Este enquadramento suporta a construção de uma matriz de análise que será aplicada no estudo das duas maiores cidades portuguesas. Na segunda parte do livro caracterizam-se os processos de expansão de Lisboa e Porto, identificando diferentes padrões em diferentes tempos e espaços destas cidades, e evidenciando os impactos dos grandes documentos de planeamento, desde os Planos Gerais de Melhoramento até aos atuais Planos Diretores Municipais. Conclui-se demonstrando que o estudo da forma urbana será enriquecido pela inclusão de novas atitudes metodológicas, nomeadamente o Redesenho Cartográfico suportado por Sistemas de Informação Geográfica.

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  • Avaliação em Planeamento Urbano

    Vítor Manuel Araújo de Oliveira

    U.Porto Edições, 2011

    Neste livro, Vítor Oliveira propõe uma metodologia de avaliação do Plano Diretor Municipal (PDM), o elemento central do sistema de planeamento urbano em Portugal, aplicando-a aos planos diretores atualmente em vigor em Lisboa e no Porto, avaliando cada um destes dois casos em termos de racionalidade do plano, de performance do processo de planeamento e de conformidade dos resultados obtidos. Conclui que é possível aplicar uma metodologia de avaliação de planos diretores que permita um juízo de valor sobre os documentos, e que contribua para melhorar a qualidade desses planos, dos processos de planeamento, e do ambiente urbano das cidades em que intervêm.

  • Arquitectura, Música e Acústica no Portugal Contemporâneo

    Maria do Céu Aguiar da Mota

    FAUP Publicações, 2010

    Este livro aborda as influências recíprocas entre a arquitectura e a música desde a Antiguidade aos nossos dias.

    No século I a. C., Vitrúvio faz referência à música no seu Tratado de Arquitectura. No Renascimento, a analogia entre as proporções da catedral de Florença e as do moteto Nuper rosarum flores de Dufay gera o encontro mais paradigmático do musical e do visual naquele período. A Reforma Protestante acarreta também modificações no interior das igrejas. Como consequência, a acústica das mesmas altera-se e permite o desenvolvimento de novas formas musicais. No século XIX, a música é a arte rainha pelas suas qualidades não-imitativas e, para Goethe, “a arquitectura é música congelada”. Raul Lino, considerado um dos arquitectos portugueses mais musicais, irá citá-lo. Em meados do século XX, Le Corbusier inclui o som como uma das qualidades imateriais do espaço e Stockhausen admite a dimensão espacial como um dos parâmetros musicais. No início do século XXI, a Casa da Música no Porto cumpre com sucesso a sua função.

  • A Casa

    Arquitectura e projecto doméstico na primeira metade do século XX português

    Rui Jorge Garcia Ramos

    FAUP Publicações, 2010

    “Este livro centra-se na casa unifamiliar burguesa, tendo como objectivo compreender e interpretar os seus processos de mudança e continuidade, na primeira metade do século XX português. A casa e o seu projecto doméstico são observados no contexto da cultura arquitectónica, tendo como referente a experiência internacional e mantendo pontes com outras áreas do saber. A casa é um artefacto cultural, reflexo de processos de territorialização pessoal, cunhados pelos hábitos e estilos de vida de quem nela habita e revelados nos dispositivos arquitectónicos postos ao dispor do seu projecto. (…) A casa é espaço de representação e diferenciação.”

  • A estranheza da Estípite / The Strangeness of the Estípite

    Marques da Silva e o(s) Teatro(s) de S. João / Marques da Silva and the S. João Theatre(s)

    Luís Soares Carneiro

    Fundação Instituto Arquitecto Marques da Silva (FIMS), 2010

    Este livro parte de um aparente paradoxo: a constatação da insólita presença de estípites, peças de decoração arquitectónica amplamente utilizadas em Portugal durante a segunda metade do séc. XVIII para decoração de superfícies parietais, no segundo Teatro de S. João, obra inaugurada em 1920 sob projecto de Marques da Silva na evidente tradição da École des Beaux-Arts. Para identificar a simbologia e o alcance desta opção decorativa, também presente no Teatro original da autoria de Mazzoneschi, o autor percorre a história do(s) teatro(s) de S. João e estabelece uma série de nexos e interpretações por onde perpassa a percepção do discurso de cada arquitecto, a caracterização dos espaços e o entendimento do contexto portuense.

  • Arquitectos, Engenheiros, Antropólogos:

    Fundação Instituto Arquitecto Marques da Silva (FIMS), 2009

    Esta publicação contém o texto da conferência proferida a 30 de Outubro de 2008, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, no âmbito do ciclo anual de Conferências Arquitecto José Marques da Silva. Com o objectivo de analisar diferentes aproximações à arquitectura popular, versa, em particular, as visões da ruralidade prevalecentes no “Inquérito à Habitação Rural”, no “Inquérito à Arquitectura Popular em Portugal ” e nas pesquisas conduzidas pelo antropólogo Ernesto Veiga de Oliveira, expondo, entre outros tópicos, as tensões entre nacionalismo e modernismo e as discussões sobre unidade e diversidade do país no tocante à arquitectura popular.

  • Les villes qui meurent sans se dépeupler

    David Moreira da Silva

    André Tavares

    Fundação Instituto Arquitecto Marques da Silva (FIMS), 2009

    Esta publicação reproduz o texto original da tese apresentada por David Moreira da Silva ao Institut d’Urbanisme de l’Université de Paris em Fevereiro de 1939, para obtenção do grau de urbanista. Tomando o Porto como exemplo prático e as teorias de Marcel Poëte como estratégia de análise da história da cidade, Moreira da Silva torna evidente a relação intima do discurso filosófico de Henri Bergson com os argumentos da cultura arquitectónica portuguesa nos anos que antecederam a II Guerra Mundial. O estudo introdutório de André Tavares faz uma revisão crítica do discurso e fornece ao leitor as pistas necessárias para uma compreensão histórica dos argumentos de um dos principais urbanistas portugueses do século XX.

    Disponível para consulta em: http://fims.up.pt

  • Implantação da cidade portuguesa no Norte de África

    Da tomada de Ceuta a meados do século XVI

    Jorge Correia

    FAUP Publicações, 2008

    “Nas cidades conquistadas pelos portugueses no Norte de África imperou uma atitude pragmática orientada para a sustentabilidade de praças de guerra isoladas em território hostil. Operaram-se significativas reduções de perímetro e superfície das áreas ocupadas, num processo que se vulgarizou como atalho. Decorrente de um espírito profundamente racional, esta técnica provocou um exame radical das cidades apropriadas, regularizando-as geometricamente, aproximando-as do canal marítimo, reequacionando a sua disposição interior e, por conseguinte, demarcando o estrato português até ao presente, no panorama das actuais cidades marroquinas. (…), permitiu o resgate das várias fases de sedimentação de uma estratégia de implantação por conquista.”

  • O Pavilhão Carlos Ramos

    José Quintão (coord.)

    FAUP Publicações, 2008

    “O pavilhão Carlos Ramos (…). Expressa-se com uma aparente tranquilidade que a leituras mais atentas se desfaz, ultrapassando o mero determinismo de edificação para se instituir num manifesto edificado. Materializa-se numa rede muito complexa de ambiguidades, produzindo uma ilusão perfeita de conotações que apontam para certezas que não são mais do que a origem de dúvidas. Suscita leituras várias, entrecruzadas, que subvertem as sintaxes por que se optem.”

  • Cor e cidade histórica

    estudos cromáticos e conservação do património

    José Aguiar

    FAUP Publicações, 2002

    As grandes vertentes desta investigação enquadram-se, (...) no cruzamento de três abordagens fundamentais: o da historiografia urbana; o da análise filológica e morfológico-construtiva da arquitectura; e o das possibilidades tecnológicas de intervenção (conservação, restauro, renovação), privilegiando-se os métodos e técnicas de carácter qualitativo na recolha e análise de informação. Conservamos com base e em função do reconhecimento dos valores históricos, arquitectónicos, artísticos, construtivos. Um atento estudo da paisagem urbana revela que a cor, os seus materiais e tecnologias, (...) enquanto expressão de uma particular cultura morfológica, são dos parâmetros que melhor definem a especificidade identitária de um lugar histórico.